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Finalmente consegui assisti-los ao vivo. Descobri o som ha dois anos atras e amei a gritaria da Beth Ditto. Eles estouraram e ela virou icone fashion. Pousou nua pra NME, pra Love, assinou linha de roupa na Inglaterra e virou uma das melhores amigas de Kate Moss.

Standing in the way of control vendeu pra caramba e alçou o trio de Portland do alternativo para a Billboard. Tres anos depois, sai do forno Music for Men. E o trio vira quarteto tambem. Eles ganham um guitarrista e teclado. As musicas tendem um pouco mais pro eletronico e pro pop. Os gritos punks de Ditto ficam um pouco mais abafados. Ainda assim, o disco tem belas musicas a la The Gossip. Sim, porque ate o nome eles mudaram.

Ainda assim estava doida pra ver eles ao vivo. Afinal, eles cancelaram de ultima hora o show do finado Tim. E o melhor, ia poder assistir numa casa pequena, mais aconchegante e por apenas U$ 20.

O Paradise estava completamente lotado. Nao tinha mais como assistir o show na frente ou laterais. E quando começou veio a minha maior surpresa. Do fundao, com mil cabeças a minha frente e do alto dos meus 1,75 eu nao conseguia ver a Beth Ditto. Isso mesmo, para o meu choque, descobri que a Beth e praticamente uma ana. Deve ter um metro e meio e olhe la !

So que para ela, tamanho nao e documento. Ela se comportou como uma verdadeira anfitria. Deu beijinhos na fa que acompanhava todo show de Boston, deu oizinho para dois meninos que ela tinha visto antes andando pela rua, chamou a atençao duma figura que ela tinha encontrado no banheiro (na maior linha colocada), instigou a plateia o tempo todo e ate foi cantar no meio do publico.

Beth Ditto realmente rocks. Carisma absurdo. Parece que voce conhece ela ha anos. Afinal, ela fica suuuuper a vontade no palco. Contou que era aniversario de 34 anos da namorada, e que mais uma vez ela estava viajando em turne. Ja na primeira musica, desmontou o visual. Deixou a mostra um tubinho azul tomara que caia colado no corpo que parecia ser uns dois numeros menor.

Pulou, dançou, urrou no microfone e ate mesmo arrotou. Se a embalagem e pop, o conteudo continua punk. Ainda bem. E ao vivo eles conseguem ser melhor ainda. As musicas ganham mais peso. Do novo entraram quase todas, com exceçao de Love and Let Love (que eu adoro), Vertical Rhythmn e Spare me from the mold. Do antigo entraram Yr Mangled Heart, Listen Up e Standing in the way of control (que encerrou a noite). Com direito a algumas covers como Psycho Killer do Talking Heads, Smells Like Teen Spirit do Nirvana e What’s love have to do with it da Tina Turner. E de Beth voltando pro bis derretendo com uma toalha enrolada na cabeça. So ela. E eu amo.

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Acabo de voltar de mais um showzinho pelas bandas de ca. Voltei a batei meu cartao no Paradise Club. A noite era dos Crocodiles e dos ingleses do The Horrors. Consegui sair mais cedo do trabalho e ja no trem observei umas figuras montadissimas. Quando o trem parou surpresa, eram meus amigos de shows. Tudo bem. Eu era a unica no recinto a vestir azul bebe e ainda por cima uma camiseta do Magico de Oz.

Pelo menos os ingressos nao estavam esgotados e a casa tambem nao estava cheia como na Bat for Lashes. Eram tres bandas, a primeira nem me lembro. Aproveitei pra sair e fazer uma boquinha na vizinhança. O estomago roncava, afinal ja eram oito e meia da noite.

Voltei no tempo certinho do Crocodiles. E fiquei simplesmente boquiaberta com eles no palco. E dancei sem parar. As caixas de som vibravam a todo vapor e o vocalista dançava freneticamente entre uma cuspida e um gole de Corona. O que era um duo ate o começo deste ano ganhou baixo e bateria. Era impossivel ficar de braços cruzados vendo os californianos de San Diego em açao. Entre gritinhos, dancinhas e se jogar na plateia, Brandon Welchez dominou e ganhou o trofeu de performance da noite.

Mas tudo que e bom acaba logo. E a noite era dos ingleses. Seis musicas depois, os Crocodiles se despedem. Tempo pra buscar mais uma cerveja e assimilar a porrada musical. Harpoon, uma cerveja que e feita aqui em Boston e tem aroma de flor. Isso mesmo. Delicia. Dificil mesmo foi ver o The Horrors depois. O som da casa e impecavel, mas parece que depois do barulho dos Crocodiles, o som deles ficou limpinho demais.

No quesito montaçao eles tiraram 10, todos de preto e o skinny imperou na noite. Faris Badwan ate tentou dominar o show, esbanjando todo o drama que voces podem conferir no clipe abaixo. De pe do lado do rodie eu via as quatro guitarras que descansavam e eram trocadas a cada musica. Na plateia alguns deliravam e dava pra ouvir no final de cada musica um “eu amo voces” de uma fa mais exaltada.

Mas nao adianta. Eu ja tinha sido abduzida pelo som cru do Crocodiles. Eles eu via por uma hora e meia. A sensaçao era justamente de sair de uma California quente direto prum fog londrino. Dava ate pra sentir um friozinho. Eles foram bom, mas acho que os ingleses e que deveriam abrir pros americanos. Numa boa. No final, na frente do clube deu pra ouvir uma mulher falando pro guitarrista dos Crocodiles: nunca tinha ouvido falar de voces. O som e demais.

E pra mim o bom e isso. Quando saio pensando em alguma coisa, e me deparo com outra ainda melhor. Uma noite assim, Jesus and Mary Chain.

ja falei aqui embaixo do melhor amigo dela, agora vou falar da Natasha. Ontem juntei as forças, apesar do meu dia uo e cinzento, e fui sozinha pro Paradise Club conferir ao vivo a nova darling do cult americano. Desde que estou aqui (e amanha completam 4 meses) , essa e a segunda vez que ela faz um show aqui em Boston. O primeiro teve lotaçao esgotada. Entao no meu ponto de vista esse seria sossegado. Wrong. Mal desci do trem e ja dava pra ler no letreiro com letras garrafais: Bat for Lashes sold out. Esgotado de novo ? So podia ser brincadeira.

Mas eu ja tinha feito a viagem, colocado o pretinho longo basico, make-up e nao ia desistir tao facil. Eu sou brasileira. Ra ! Na minha frente e sem ingressos entraram um garoto, um casal de amigos, um trio de amigos e eu nao me conformava de estar la fora ainda. Uma hora depois. Tinha virado questao de honra entrar. Quando um cara muito gente boa veio me salvar e vender o ingresso dele por U$ 10. Perguntei se ele tinha troco pra vinte. Ele virou, olhou bem pra minha cara e disse: quer saber ? feliz natal ! isso mesmo, ganhei o ticket. Ate o cara da portaria fez graça com o inusitado.

Era nove e meia e a Natasha entrava so as dez e meia. Tinha uma hora pra ver a banda de abertura e descobrir o bar. O Paradise e um dos templos do rock aqui em Boston. Tem shows o tempo todo e ja passaram por la uma penca de bandas como o Arctic Monkeys e semana que vem tem show do Breeders. Awesome. De todas as casas de show/balada de sampa a que mais me lembrou foi o Studio SP. Mas com capacidade menor.

Entrei e claro que ja fui direto pro bar. Uma Stella Artois pra começar. A banda entrou. Eram as mesmas pessoas que tinham ficado do meu lado ha 40 minutos atras e nem consigo lembrar do nome deles. Um folk pesado, mas de down. Musica boa, com direito a violoncelo e um vocalista que merecia um banho e muuuuito Neutrox.

Break. Mudança de palco e eu decidi me encostar de vez no balcao do bar. A vista era perfeita. Mas o povo começou a chegar mais e mais. Casa lotada. No palco duas bonecas com luzes em neon, um corvo no teclado, pisca-pisca no microfone (ops, acho que o Killers ja tinha feito isso) e a imagem de Jesus e duas penas de pavao. Ui.

Blackout e entra Natasha. Parecia uma menina, pequena, magerrima com uma saia branca rodada, uma camisa de manga comprida preta e brincos de plumas branco. Na mao esquerda uma luvinha de renda preta. Na direita uma aliança que brilhava a distancia e nos olhos uma maquiagem que nao dava pra definir. Mas tao mignon que parecia que um abraço apertado poderia quebra-la em duas.

Banda e som impecaveis. No palco a menina cresce absurdamente. Dança, toca maracas, meia-lua, sininhos, um piano com som de cravo e a cada meia hora ela ajeitava a franja. Pra ficar bunita. Coisas de mulheres. Ela tem uma voz impecavel e um carisma absurdo. Sem contar no forte sotaque britanico. Mas pra mim, a organicidade dela no palco debatia com o som extremamente sintetico. O visceral versus o eletronico.

O publico vem abaixo com “hits” como Sleep Alone. Alias, o publico delirava a cada musica. Eu tomava minha Absolut. Precisava de algo mais forte. E so observava. 40 minutos depois Natasha e banda saem do palco. A galera implorava por Daniel. Ela volta e toca uma musica com um tipo de harpa. Na sequencia vem Prescilla e apesar da letra triste, pedindo socorro, ela sorri a todo momento no palco. Ela foi embora pra casa feliz. Dominou todos ali. Entao encerra com Daniel.

Fiquei um tempo pensando. Ela tem que ir pro Brasil agora mesmo, enquanto esta “fresca” e tem uma energia absurda no palco. Mas para um palco indie do Planeta Terra ou um show no Auditorio Ibirapuera. Porque acho que o bacana seria assistir sentado.

E agora vou confessar que nao sou fa do som dela. Fui para conferir o ao vivo, que e o que conta. Mas eu nao conseguia parar de pensar naquelas bandas tipo Evanescence, com vocal melodico. New age demais pra mim. Odeio Enya e afins. Me tira o sono. As amigas bius que adoram um bate-cabelo iriam se jogar. Pensei ate nela tocando na The Week ! Gosto..cada um tem o seu. Va dormir com a Natasha e seus olhos de panda (sim, ela tambem acaba a noite toda borrada como eu !).