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enquanto isso, lá em Salvador tem o bloco das lindas…a pérola vem do Daniel Bergamasco que saiu da neve de NY direto pro calor da Bahia-iá…eu e o Dan já decidimos…hoje no bloco dos bunitus só entra quem passar nosso gel globeleza….sim, nós temos !

Bloco em Salvador usa tatuagem para diferenciar as “lindas” das “feias”

DANIEL BERGAMASCO
DA REPORTAGEM LOCAL

Ao batizar em 2006 seu bloco carnavalesco de Harém, o empresário Alexandre Ktenas impôs ao projeto dois requisitos inegociáveis: “Temos que ter mais mulheres do que homens e só mulheres lindas”. Para isso, distribuía de graça todos os abadás (camisetas-ingressos) femininos, “apenas para meninas bonitas”. Logo veio à tona uma falha no sistema. “Elas vendiam ou davam a peça para as amigas feias. Então decidimos inovar.”
A inovação: neste ano, as beneficiadas pelo ingresso grátis -que são recrutadas por olheiros e promoters em festas de axé e cadastradas com a honraria de “princesinha do Harém”- são tatuadas com tinta colorida temporária às vésperas da folia. Assim, podem provar na entrada do bloco -que desfila à beira-mar em Salvador, no circuito conhecido como Barra-Ondina- que são elas mesmas.
“Nós tentamos antes fazer o controle por pulseirinhas, mas mulher é esperta, cortava e dava de presente para a amiga feia”, diz Ktenas.
Para entrar (por uma única noite) no harém prometido, os homens pagam R$ 450 pelo abadá. “As outras mulheres [“feias’] também podem ir, mas têm que comprar abadá de homem. No final, tem muito mais mulher do que homem no bloco.”
O teste do controle de público por tatuagem foi feito em micaretas (festas carnavalescas temporãs) e ajudou a projetar o bloco no circuito. Hoje, o Harém tem três grandes patrocinadores (uma marca de refrigerante, uma de cerveja e uma revista masculina) e esgotou rapidamente os 2.000 abadás -ante 2.500 que distribui. A camiseta-ingresso masculina chega a sair por R$ 600 no “câmbio negro”.

Vestibular
A mistura de moças “lindas” e homens abonados desfila atrás do trio elétrico do cantor Alexandre Peixe, revelação da axé music. Como é tradição em blocos pagos, ao redor dos foliões, seguranças esticam cordas para que o grupo fique protegido dos sem-abadá.
O bloco estava programado para desfilar na noite de ontem em Salvador, mas o camarote do Harém, com preços variáveis e o mesmo benefício prometido (“muitas e lindas”), fica instalado na avenida Oceânica até o fim do Carnaval. No restante do ano, o projeto viaja o país com micaretas.

que ele tinha…porque a partir de agora os ingleses que passarem pela plataforma de Warrington estão proibidos de se beijarem…deu na Folha !!

beijinho

e tem bundinhas…oficinescas…

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neste ano a folia de Salvador será magra…até o rei Momo afinou a silhueta para os dias de farra…como diria a música, o mundo está ao contrário e ninguém reparou….veja o que deu hoje no caderno cotidiano da folha de s. paulo…

Tribunal cassa liminar e mantém Rei Momo magro em Carnaval da Bahia

LUIZ FRANCISCO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SALVADOR

Após provocar a ira dos gordinhos e de ter o título de Rei Momo de Salvador (BA) cassado pela Justiça, o comerciante Clarindo Silva, 65, de 1,70 m e 58 kg, deve voltar a reinar no Carnaval deste ano.
Anteontem, o desembargador plantonista do Tribunal de Justiça da Bahia, Paulo Furtado, cassou a liminar concedida pela juíza Aidê Ouaiss, que havia anulado a eleição.
A magistrada havia determinado a realização de um novo concurso com a participação dos mesmos candidatos “gordos” inscritos anteriormente.
A escolha de Silva foi contestada por quatro candidatos de mais de 120 kg que haviam feito um “regime de engorda”.
Para o Ministério Público, a eleição do comerciante quebrou “uma tradição secular”.
O advogado da Federação das Entidades Carnavalescas da Bahia, Alano Frank, diz que Clarindo Silva vai quebrar um paradigma. “Essa história de que Rei Momo tem de ser gordo está no inconsciente coletivo. No Rio, por exemplo, esta tradição foi quebrada há seis anos.”
Segundo ele, Silva vai trazer “notoriedade” ao Carnaval de Salvador. “Ele é muito conhecido porque representa o negro, o compositor, o sambista, o Pelourinho. As pessoas vão querer vê-lo como Rei Momo.”
Por sua assessoria, a Asgobs (Associação dos Gordos e Obesos de Salvador) diz que vai recorrer da decisão.


Colaborou MATHEUS PICHONELLI, da Agência Folha reimomo.jpg

já está se preparando para o show do Interpol em março ?? Hoje o Thiago Ney deu na Folha uma entrevista falando sobre o novo rock…fica com ela…

Banks afirma que Nirvana o motivou

Vocalista do Interpol, cuja voz parece com a de Ian Curtis, diz que sofreu inúmeras influências, mas destaca grupo de Seattle

À Folha, integrante de banda do “novo rock” que se apresenta no Brasil em março diz que Nova York não tem cena musical forte

THIAGO NEY
DA REPORTAGEM LOCAL

O “novo rock” que ganhou o mundo em 2001 tem desembarcado aos poucos no Brasil. Se Strokes, White Stripes e Yeah Yeah Yeahs já foram vistos por aqui ao vivo, uma importante lacuna referente àquela safra será preenchida com a chegada do Interpol.
São Paulo (11 de março; Via Funchal), Rio de Janeiro (13/3; Fundição Progresso) e Belo Horizonte (15/3; Chevrolet Hall) são as cidades que receberão o quarteto nova-iorquino, dono de músicas cujo espírito e estética remetem ao Joy Division e ao pós-punk britânico dos anos 80. E dono também de alinhados terninhos pretos.
Desde a estréia em disco, em 2001, até o terceiro e mais recente álbum, “Our Love to Admire” (2007), o Interpol é invariavelmente associado ao rock de duas décadas atrás, seja pela extensão milimétrica de suas guitarras, seja pela bateria que pontua secamente o ritmo das canções. E também pelo tom da voz de Paul Banks, parecidíssimo com o de Ian Curtis (1956-1980), do Joy Division.
“Não tenho nenhum problema quando alguém diz que somos parecidos com esta ou com aquela banda. É a sua opinião, tudo bem. O que é errado é afirmar que somos influenciados por tal e tal banda. Ninguém sabe o que nos influenciou. Nossas influências são centenas e centenas de bandas, e não alguma em particular do pós-punk. Não queira me dizer por que eu faço o que faço”, disse Paul Banks à Folha, por telefone.
O que motivou Banks (além dele, o Interpol é formado por Daniel Kessler, guitarrista; Carlos D., baixista; e Sam Fogarino, baterista) a formar um grupo de rock não foi Joy Division nem The Cure nem Gang of Four. “Sempre adorei hip hop, nunca ouvi muito pós-punk. Eu comecei a fazer música por causa do Nirvana.”
Segundo Banks, os shows brasileiros terão como ponto de partida o álbum “Our Love to Admire”, mas haverá espaço para faixas dos dois anteriores (“Turn on the Bright Lights”, de 2002; e “Antics”, de 2004).
“Temos carinho pelas músicas antigas, muitas delas certamente estarão nos shows. Estou empolgado para tocar na América do Sul, pois nossos fãs conhecem as músicas apenas nas versões de estúdio.”
Algumas das melhores faixas do Interpol, como “Say Hello to the Angels”, “PDA” e “Obstacle 1” pertencem à primeira fase da banda, entre 2001 e 2002, quando apareceram em meio ao “novo rock”, termo usado para designar uma safra que rendeu Strokes e White Stripes (leia texto nesta página).
“Naquela época, a imprensa queria nos colocar como bandas amigas, que saíam juntas, que faziam parte de um grupo. Não havia nada disso. Não conhecia pessoalmente os Strokes ou o Liars… Conhecia os caras do Walkmen e do Radio 4. Mas não conhecia Yeah Yeah Yeahs, não éramos conectados”, lembra. “Mas é fato que ali havia algo legal acontecendo, muitas bandas boas aparecendo naquele momento.”
Sobre gerações mais novas, diz: “Não há nada especial em Nova York. Gosto de Of Montreal, Deerhunter, Liars. Bandas boas, mas não estão concentradas no mesmo lugar”.

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DA REPORTAGEM LOCAL

As bandas que cresceram sob o termo “novo rock” não traziam essencialmente nada de novo ou de inovador em suas músicas. Mas foi a primeira geração a se consolidar sob os mais recentes paradigmas da indústria musical (internet, MP3, blogs). E deram novo sentido à expressão “hype”.
Em julho de 2001, os Strokes faziam show no clube Heaven (capacidade: 1.200 pessoas), em Londres, com lotação esgotada. Os ingressos oficiais custavam o equivalente a R$ 32; mas os cambistas chegavam a vender por R$ 500. Os Strokes, na época, ainda não tinham lançado um disco.
Muitas críticas diziam que a banda era fruto do hype teoricamente criado por jornais e revistas britânicos, como “NME” e “The Guardian”. E que a banda teria data de validade curta -não duraria muito, seria esquecida com o passar dos anos.
Mas, ao mesmo tempo, essas críticas não faziam sentido para os adolescentes do mundo inteiro que trocavam pela internet músicas como “The Modern Age” e “Last Nite”. Quando “Is This It”, o primeiro álbum dos Strokes, chegou às lojas, em setembro de 2001, pelo menos metade de suas faixas já eram cantadas pelos fãs.
Mas o apelo dos Strokes não era restrito apenas ao modo como suas canções eram veiculadas on-line. Suas músicas, com uma economia de elementos (linhas de guitarra, de bateria) que atualizava o rock de décadas passadas, fazia par perfeito com outras bandas que surgiam na época, especialmente em Nova York: Interpol, Yeah Yeah Yeahs, Radio 4, Liars…
Enquanto os Strokes e o trio Yeah Yeah Yeahs mergulhavam no rock de garagem dos anos 70, Interpol e Radio 4 buscavam fontes no pós-punk britânico do início dos 80 (Gang of Four, Joy Division etc.).
Fora de Nova York, o “novo rock” era liderado pela dupla de Detroit White Stripes e seu proto-punk-blues minimalista. Da Califórnia, vieram os soturnos Black Rebel Motorcycle Club; da Inglaterra, Pete Doherty e seu Libertines; da Suécia, o garageiro Hives; da Austrália, o Vines, filho do Nirvana.
Essas bandas aconteceram devido ao hype feito em torno delas? Sete anos depois, elas ainda importam?
Bem, os Strokes talvez nunca mais façam algo como “Is This It”, e o White Stripes provavelmente não consiga compor um riff tão poderoso quando o de “Seven Nation Army”. Mas marcaram uma época, e geraram frutos como Arctic Monkeys, The Cribs, The Fratellis e, no Brasil, gente como Moptop e Rock Rocket. (THIAGO NEY)

não é porque ela é minha amiga querida não…mas aí vai na íntegra a nota ó-te-ma que a Audrey fulô Furlaneto deu na coluna da Monica Bérgamo deste sábado…ela teve a manha até de me furar !!!

RONALDO FRAGA

Arquivo pessoal
O estilista Ronaldo Fraga (à dir.) com seu sogro, Manoel

“Moda como negócio é muito chato”

“O cheiro de um linho 100% sendo cortado, a mesa com aquele metro apagado, os balcões de madeira: tudo na loja de tecidos é mágico.” Foi com esta frase que o estilista Ronaldo Fraga adiantou o tema de sua próxima coleção para a coluna: A Loja de Tecidos. Ele levará as peças à passarela no dia 21, o último da SP Fashion Week. Os convites do desfile -o 25º de sua carreira- serão bonecas de papel “vestidas” com 50 tipos de tecidos.

A idéia, diz ele, remete a seu primeiro emprego: em 1984, foi contratado por uma loja de tecidos de Belo Horizonte para desenhar modelos solicitados pelas clientes. “Quando me sentei de frente para a mesa, umas 30 mulheres já estavam na fila, com o tecido embaixo do braço”, lembra. “Então, eu andava na rua e copiava uma gola, uma manga de que gostava. Devo ter feito muitos Frankensteins. E há quem diga que eu ainda os faça”, diz, rindo.

A nova coleção -que ele define como “nada retrô, mas apenas um olhar delicado”- tem ainda outra fonte de inspiração: seu sogro, Manoel, dono de lojas de tecidos em Campos Claros, em Minas Gerais. Há três anos, Ronaldo comprou uma câmera e passou a gravar todas as conversas que tem com Manoel. “A memória é meu playground”, diz. E completa: “Moda como negócio é muito chato.”

“Não há mais autonomia, desde o prêt-à-porter. A roupa vem com uma medida e você deve se adequar. Antes, a mulher ia à costureira com o desenho da loja de tecidos e dizia: “Quero igualzinho! Só muda a gola, a manga e faz mais rodado!” Era a construção do desejo imaginado, a mágica da moda.”

essa veio direto do blog do Xico Sá…ótimo texto que decidi chupinhar e colocar aí…to com ele não abro…costumo dar show de Bethânia ou até mesmo de Doces Bárbaros…é meu sangue latinuuuuuuuuuu….

BARRAQUEIROS CORAZONES

O amor, se é amor, não se acaba de forma civilizada.

Nem no Crato…nem na Suécia. Se ama de verdade, nem o mais frio dos esquimós consegue escrever o “the end” com o dedinho no gelo sem uma quebradeira monstruosa.

Fim de amor sem baixarias é o atestado, com reconhecimento de firma e carimbo do cartório, de que o amor ali não mais estava.

O mais frio, o mais cool dos ingleses estrebucha e fura o disco dos Smiths, I Am Human, sim, demasiadamente humano esse barraco sem fim.

O que não pode é sair por ai assobiando, camisa aberta, relax, chutando as tampinhas da indiferença para dentro dos bueiros das calçadas e do tempo.

O fim do amor exige uma viuvez, um luto, não pode simplesmente pular o muro do reino da Carençolândia para exilar-se, com mala e cuia, com a primeira costela ou com o primeiro traste que aparece pela frente.

deu na Folha de hoje….

Em praia de bacana não falta água nem champanhe

Turistas chegam de helicóptero ao litoral norte e não enfrentam congestionamento

Freqüentadores usam protetor solar importado e cadeiras e guarda-sóis exclusivos e identificados dos condomínios fechados

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
ENVIADO ESPECIAL A SÃO SEBASTIÃO

De gorda, a praia da Baleia só tem o nome. E a conta bancária dos veranistas que têm casas num dos trechos mais nobres do litoral de São Paulo. Homens e mulheres sarados correm para lá e para cá de biquíni ou sunga e tênis, moda trazida da orla do Rio de Janeiro.
E é um sobe e desce de helicópteros que lembra o movimento das avenidas Faria Lima e Berrini e, ao mesmo tempo, contrasta com as 15 horas que motoristas que saíam da capital pelas estradas levavam para descer às praias da região.
Na areia, as cadeiras de praia (chaises longues, a bem da verdade, aquelas em que se pode reclinar o corpo e estender as pernas) e os guarda-sóis dão a idéia da exclusividade da enseada. Nada de barraqueiros disputando banhistas no grito. Cada condomínio fechado tem seu mobiliário particular e padronizado, a maioria identificado com a numeração das casas.
“Não adianta sair de casa sem estrutura. É preciso levar os Jardins à praia”, diz a designer Márcia Vasconcellos, relógio Cartier no braço, óculos Christian Dior no rosto, maiô Lenny de R$ 340, comprados no Shopping Iguatemi, e flûte de champanhe numa das mãos. Entre as amigas, nenhuma usava protetor nacional “porque mancha a pele”. Só loções das francesas La Roche-Posay e Vichy e a exclusivíssima farmácia Kiehl’s, de Nova York, “feito à mão e a preferida de Demi Moore, Madonna e Calvin Klein”.
“É um produto para o rosto [ela mostra], outro para o corpo e um terceiro para os lábios”, diz a empresária Cíntia Moraes, que troca de roupa duas vezes por dia para ir à praia, uma para produção para manhã, outra para depois do almoço. A casa, à beira-mar, custa mais de R$ 1 milhão.
Nem tão longe dali, na praia de Maresias, a preferida da moçada e dos surfistas, a trilha sonora traça o perfil dos freqüentadores. Ninguém gosta de (nem ouve) samba. É lounge, aquela música eletrônica um pouco mais tranqüila.
A consultora empresarial Camila Bortollo e a dentista Graziella Roland, na praia desde o dia 26, R$ 700 a diária da casa alugada, dizem que preferem Maresias pelo público e pela água limpa. Passaram o Réveillon no Sirena, a balada hype, R$ 300 para mulheres, R$ 500 para homens. “Comemos fora todo dia”, diz Bortollo, coquetel de frutas vermelhas na mão.
Nenhuma das veranistas enfrentou a falta d’água dos últimos dias nem viu aquelas águas-vivas que queimaram para lá de 900 banhistas na Praia Grande e vizinhança.
Mais limpo e mais bem preservado, o litoral norte não tem tanto ambulante e “farofada”, no dizer dos veranistas, quanto o sul, como Guarujá e Praia Grande, que, mais perto da capital, recebem um fluxo maior de turistas. “O preço mais alto daqui e o acesso mais difícil inibem”, explica Vasconcellos.

o Guia da Folha neste ano abriu votação para os leitores palpitarem no que aconteceu de melhor no quesito “lazer” em 2007. Dá para entrar no site e escolher os the bests em cinema internacional e nacional, blockbuster, show gringo e brazuca, balada, festa, restaurante, peças de teatro, exposições, cafeterias, bares, exposições e até mesmo o mico do ano…é divertido…depois dá para bater o resultado no guia impresso…eu sou leitora…se quiser fazer parte, vai lá…

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u349118.shtml

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