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 domingo quebrei o jejum e fui ver o Michel Melamed em Homemúsica. Perdi ele tomando choques em Regurgitofagia e ele fazendo o homem do baú em Dinheiro Grátis mas fui ver o encerramento da trilogia que está em cartaz no Sesc Consolação. Até chegar em casa ainda não sabia se tinha gostado ou não do espetáculo. A única certeza é que a pesquisa de Melamed é algo realmente incrível de se ver. Porque é isso mesmo, ele escancara em cena o processo da encenação.  Faz isso quando projeta no fundo de cena o texto da atuação com suas devida rúbricas. Vira playboy paulista, carioca, caipira, Cazuza. Um caleidoscópio de sonoridades. Em cena, Helicóptero, o personagem principal, pede pra “não confundir fragilidade com fraqueza. Fragilidade é quão rápido se chega ao âmago e não o quanto ele aguenta”. Confesso, a frase me pegou. Dita assim no meio de tantas informações jorradas sem parar da boca de Melamed ela se destacou.  Mais uma pérola: “Riso falso com esforço é verdadeiro”. Poesia, música e texto se misturam. Nirvana, New Order, Barbie Girl, Mano Chao e Caetano Veloso se encontram. Na sala de estar de Melamed, que a uma certa altura entoa Kurt com um Something in The Way. Nos agradecimentos da ficha técnica John Ulhoa, do Pato Fu. Com certeza é dele o aparelho que Melamed traz no corpo e que a cada batida traz uma sonoridade diferente. Afinal, há anos ele já tocava bateria no peito em seus shows. Ainda tem espaço para um show de calouros e até para performances com homens livros. Sim, ele toca guitarra acompanhado de um baixo e bateria. Nas referências sonoras, muito rock e não sei porque achei Melamed com um quê de Caetano Odara. Tropicalista. No palco ele finalizava cantando que “a cidade dizia…”e a platéia completava com um tímido: fudeu. No telão: the end. Acabou. Zé fini. Vai lá ver. Até 29 de março. Sexta e sábado, 21 hs e domingo às 19 hs.

 

Morreu ontem aos 66 anos o artista plástico Rubens Gerchman…para quem não conhece, ele é pai da Lindonéia, aquela mesmo que virou letra de Caetano Veloso e Gilberto Gil, foi hit na voz de Nara Leão e um dos pilares do disco/manifesto Tropicália ou Panis et Circense…”A Gioconda do Subúrbio” voltou a cena recentemente para uma geração que não conheceu a musa outsider…é que Fernanda Takai acabou de lançar um disco solo cantando Nara, e claro, não poderia deixá-la de fora do repertório…para aqueles que achavam que se tratava apenas de uma canção…aí vai o quadro…

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