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quem ta excursionando com a Bat for Lashes na Europa ? O Yeasayer ! O show de abertura que eu gostaria de ver !

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ja falei aqui embaixo do melhor amigo dela, agora vou falar da Natasha. Ontem juntei as forças, apesar do meu dia uo e cinzento, e fui sozinha pro Paradise Club conferir ao vivo a nova darling do cult americano. Desde que estou aqui (e amanha completam 4 meses) , essa e a segunda vez que ela faz um show aqui em Boston. O primeiro teve lotaçao esgotada. Entao no meu ponto de vista esse seria sossegado. Wrong. Mal desci do trem e ja dava pra ler no letreiro com letras garrafais: Bat for Lashes sold out. Esgotado de novo ? So podia ser brincadeira.

Mas eu ja tinha feito a viagem, colocado o pretinho longo basico, make-up e nao ia desistir tao facil. Eu sou brasileira. Ra ! Na minha frente e sem ingressos entraram um garoto, um casal de amigos, um trio de amigos e eu nao me conformava de estar la fora ainda. Uma hora depois. Tinha virado questao de honra entrar. Quando um cara muito gente boa veio me salvar e vender o ingresso dele por U$ 10. Perguntei se ele tinha troco pra vinte. Ele virou, olhou bem pra minha cara e disse: quer saber ? feliz natal ! isso mesmo, ganhei o ticket. Ate o cara da portaria fez graça com o inusitado.

Era nove e meia e a Natasha entrava so as dez e meia. Tinha uma hora pra ver a banda de abertura e descobrir o bar. O Paradise e um dos templos do rock aqui em Boston. Tem shows o tempo todo e ja passaram por la uma penca de bandas como o Arctic Monkeys e semana que vem tem show do Breeders. Awesome. De todas as casas de show/balada de sampa a que mais me lembrou foi o Studio SP. Mas com capacidade menor.

Entrei e claro que ja fui direto pro bar. Uma Stella Artois pra começar. A banda entrou. Eram as mesmas pessoas que tinham ficado do meu lado ha 40 minutos atras e nem consigo lembrar do nome deles. Um folk pesado, mas de down. Musica boa, com direito a violoncelo e um vocalista que merecia um banho e muuuuito Neutrox.

Break. Mudança de palco e eu decidi me encostar de vez no balcao do bar. A vista era perfeita. Mas o povo começou a chegar mais e mais. Casa lotada. No palco duas bonecas com luzes em neon, um corvo no teclado, pisca-pisca no microfone (ops, acho que o Killers ja tinha feito isso) e a imagem de Jesus e duas penas de pavao. Ui.

Blackout e entra Natasha. Parecia uma menina, pequena, magerrima com uma saia branca rodada, uma camisa de manga comprida preta e brincos de plumas branco. Na mao esquerda uma luvinha de renda preta. Na direita uma aliança que brilhava a distancia e nos olhos uma maquiagem que nao dava pra definir. Mas tao mignon que parecia que um abraço apertado poderia quebra-la em duas.

Banda e som impecaveis. No palco a menina cresce absurdamente. Dança, toca maracas, meia-lua, sininhos, um piano com som de cravo e a cada meia hora ela ajeitava a franja. Pra ficar bunita. Coisas de mulheres. Ela tem uma voz impecavel e um carisma absurdo. Sem contar no forte sotaque britanico. Mas pra mim, a organicidade dela no palco debatia com o som extremamente sintetico. O visceral versus o eletronico.

O publico vem abaixo com “hits” como Sleep Alone. Alias, o publico delirava a cada musica. Eu tomava minha Absolut. Precisava de algo mais forte. E so observava. 40 minutos depois Natasha e banda saem do palco. A galera implorava por Daniel. Ela volta e toca uma musica com um tipo de harpa. Na sequencia vem Prescilla e apesar da letra triste, pedindo socorro, ela sorri a todo momento no palco. Ela foi embora pra casa feliz. Dominou todos ali. Entao encerra com Daniel.

Fiquei um tempo pensando. Ela tem que ir pro Brasil agora mesmo, enquanto esta “fresca” e tem uma energia absurda no palco. Mas para um palco indie do Planeta Terra ou um show no Auditorio Ibirapuera. Porque acho que o bacana seria assistir sentado.

E agora vou confessar que nao sou fa do som dela. Fui para conferir o ao vivo, que e o que conta. Mas eu nao conseguia parar de pensar naquelas bandas tipo Evanescence, com vocal melodico. New age demais pra mim. Odeio Enya e afins. Me tira o sono. As amigas bius que adoram um bate-cabelo iriam se jogar. Pensei ate nela tocando na The Week ! Gosto..cada um tem o seu. Va dormir com a Natasha e seus olhos de panda (sim, ela tambem acaba a noite toda borrada como eu !).

Ela tem 24 anos e acabou de lançar um livro. Com a alcunha de “little sister” do freak folk Devendra Banhart, a fotografa Lauren Dukoff coloca seu recem-nascido “Family” nas prateleiras daqui. De 2006 a 2008, ela acompanhou os passos do irmaozinho Devendra, que apresentou-lhe os amigos da cena musical e o resultado ficou estampado nas paginas do photobook. Alem do riponga, tem Bat for Lashes (que se apresenta hoje aqui em Boston), Vashti Bunyan e outros amigos do circulo riponga de Banhart. Sera que tem o hermanito Amarante ? claro ! e na capa ! hahahaha….

family