Ele esta na corrida pela desejada estatueta dourada. Em tempos que so se fala em Cisne Negro, O Discurso do Rei se mostra um forte concorrente apesar da falta de marketing e bla-bla-bla em cima do filme.

Com 12 indicaçoes, ele concorre a melhor filme, melhor direcao, melhor ator por Colin Firth, melhor atriz coadjuvante por Helena Bonham Carter, melhor ator coadjuvante para Geoffrey Rush e por ai vai.

A tematica pode parecer chata, boba. Colin eh um rei que se esconde sob sua gagueira. Ele precisa assumir o trono, mas antes disso, precisa articular sua fala.

Mas assim como o queridinho Cisne Negro, o filme trata de um drama psicologico. Afinal, quantas vezes voce nao consegue dar um passo a frente por puro e simples medo do que esta por vir ? Eh, as vezes o medo pode se tornar paralisante mesmo.

E George nao quer se tornar George VI pois se esconde atras de seus medos. Medos que vem sendo guardados desde os 4 anos de idade sob a protecao da gagueira. E o pior: George tem medo de ser grande. De ocupar tudo aquilo que lhe pertence.

Ele encontra alguem entao que o trata como alguem normal, uma pessoa qualquer. Alguem que vai cutucar fundo suas feridas, dar um chacoalhao pra faze-lo voltar a superficie.

E dai entra em cena Geoffrey Rush que rouba o filme pra si. Vale a estatueta de melhor ator coadjunte neste domingo, na minha opiniao. Tudo bem que Colin esta otimo como o rei gago, mas Geoffrey eh insuperavel na atuacao. Alguem sensivel, que chega de mansinho, quietinho, mas que vem com a força pra abalar todas as estruturas.

E se o poder esta na palavra, no discurso, como sera o final de Bertie, ou melhor, George VI ?

Mais que palavras reconfortantes de um inicio sangrento de guerra mundial, o discurso do rei vale pra mostrar a superaçao. Aquele momento magico em que perdemos o medo de ser grande. Eh “dor de crescimento”, como diria uma querida amiga.

e ai ? vai enfrentar ?

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