Preciso dizer que estou completamente apaixonada. Por eles. Se o disco ja e bom, eles tocando ao vivo e melhor ainda. To ate agora saboreando tudo o que ouvi. E o palco foi o Orpheum Theatre, o mesmo do Yeah Yeah Yeahs que falei aqui embaixo. Casa lotadaça, com capacidade para mais de 2700 pessoas. E a maior quantidade de gatinhos usando camisa xadrez que ja vi na America.

O show teve abertura do trio Beach House, direto de Maryland, que esta em turne com os moços pelo pais. Victoria Legrand, no vocal e teclado brincou o tempo todo com a plateia, dizendo que estava com saudades de casa, que adorava bebes e ate confessou que tinha um gato. Ganhou o trofeu simpatia. Com direito a pedido de fotos na troca de palco.

Alias, o palco do Grizzly foi um dos mais simples e bonito que ja vi. Seis suportes de metais traziam pendurados pequenas lanternas de vidro. Como aqueles potes de geleia pendurado. Simples. Dentro deles, luzes que dançavam de acordo com o som.

E o som deles e gostoso demais. Pra suspirar, pra ouvir de olhos fechados (mas nao com eles no palco, hehe). Tocou, la no fundinho. Musica de fazer os olhos brilharem, se e que voce me entende.

Ja falei tambem que Ed Droste, o vocalista, e daqui de Boston. Ele revelou tambem no show. A plateia foi a loucura. E nem preciso dizer que ele ficou ainda mais a vontade no palco. Dedicou a primeira musica a Watertown, onde ele morava e a segunda ao Arsenal Mall, o principal shopping do bairro. Ra. Ele tem senso de humor. E ainda dedicou musica pra Harvard Square, pra prima, pra mae e pro pai. E ainda brincou com a sessao “familia”. Que fofo.

Na ultima musica so uma menina se aventurou a levantar e dançar feito maluca. Deu vontade de fazer o mesmo. Ed agradeceu o corpo de baile e eles sairam do palco. O publico urrou, aplaudiu de pe. Todo mundo queria mais. Eles voltaram e cantaram He Hit Me (he hit me, and felt like a kiss…que otemo!).  O show durou exatamente uma hora e quinze minutos.

Sai de la flutuando. Nao queria ouvir mais nada. Queria guardar o som por horas e horas. Voltei no metro lendo um livro. E pensando, que um dia ainda vou perguntar: “Quer ouvir Grizzly Bear comigo?”

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