Adorei Babel, 21 gramas e Amores Brutos. E nao poderia perder o novo do Guillermo Arriaga. The Burning Plain estreiou aqui na semana passada e aqui mesmo em Boston so esta passando em 2 cinemas. Altamente indie pro povo. Sem contar que o autor/diretor e mexicano.

Quando sai ontem mais cedo do trabalho nao pensei duas vezes em pegar a sessao no Kendall Square.Sentada na mesa com os colegas de trabalho depois de bater o ponto descobri que o Kendall e um dos cinemas mais alternativos daqui. Nao a toa eu fiquei perdidaça ate descobrir ele. Andando a noite por ruas vazias de Cambridge. Ainda bem que era Boston e nao Sao Paulo. Senao eu teria desisitido da aventura. Sorte que ainda tive carona de um onibus do MIT. Aqui e comum as faculdades darem onibus para os alunos circularem entre dormitorios e salas de aula.

The Burning Plain e uma producao da Magnolia Pictures (que eu ja falei aqui anteriormente) com a 2929 e traz um elenco feminino afiado. Tanto a Kim Basinger quanto a Charlize Teron estao otimas no papel. Mas a revelaçao ficou por conta de Jeniffer Lawrence.

A assinatura de Arriaga e clara. O filme começa do meio e a memoria e a linha da ediçao. Sao tres historias contadas ao mesmo tempo que depois se entrelaçam e viram uma so. O enredo traz amores proibidos. Com uma força de Romeu e Julieta, com direito a brigas de familias e mortes. E como sempre se passa entre USA e Mexico. Os eternos rivais. E portato bilingue (espanhol e ingles, que predomina na pelicula).

E o filme mostra como bobagens podem se transformar em erros de tamanha proporçao que podem tornar o errante em zumbi atormentado pelo resto de sua vida. E tambem serve pra pensar que quando voce pensa ja fez tamanha cagada, pode piorar. As eternas repetiçoes do mesmo erro que as vezes nem Freud explica. Afinal, chega um ponto que a dor adormece e voce nao sente mais nada. No filme a personagem descambou pro sexo como sua valvula de escape.

Mas nao vou contar mais pra nao estragar. Va assistir.

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