Acabo de voltar de mais um showzinho pelas bandas de ca. Voltei a batei meu cartao no Paradise Club. A noite era dos Crocodiles e dos ingleses do The Horrors. Consegui sair mais cedo do trabalho e ja no trem observei umas figuras montadissimas. Quando o trem parou surpresa, eram meus amigos de shows. Tudo bem. Eu era a unica no recinto a vestir azul bebe e ainda por cima uma camiseta do Magico de Oz.

Pelo menos os ingressos nao estavam esgotados e a casa tambem nao estava cheia como na Bat for Lashes. Eram tres bandas, a primeira nem me lembro. Aproveitei pra sair e fazer uma boquinha na vizinhança. O estomago roncava, afinal ja eram oito e meia da noite.

Voltei no tempo certinho do Crocodiles. E fiquei simplesmente boquiaberta com eles no palco. E dancei sem parar. As caixas de som vibravam a todo vapor e o vocalista dançava freneticamente entre uma cuspida e um gole de Corona. O que era um duo ate o começo deste ano ganhou baixo e bateria. Era impossivel ficar de braços cruzados vendo os californianos de San Diego em açao. Entre gritinhos, dancinhas e se jogar na plateia, Brandon Welchez dominou e ganhou o trofeu de performance da noite.

Mas tudo que e bom acaba logo. E a noite era dos ingleses. Seis musicas depois, os Crocodiles se despedem. Tempo pra buscar mais uma cerveja e assimilar a porrada musical. Harpoon, uma cerveja que e feita aqui em Boston e tem aroma de flor. Isso mesmo. Delicia. Dificil mesmo foi ver o The Horrors depois. O som da casa e impecavel, mas parece que depois do barulho dos Crocodiles, o som deles ficou limpinho demais.

No quesito montaçao eles tiraram 10, todos de preto e o skinny imperou na noite. Faris Badwan ate tentou dominar o show, esbanjando todo o drama que voces podem conferir no clipe abaixo. De pe do lado do rodie eu via as quatro guitarras que descansavam e eram trocadas a cada musica. Na plateia alguns deliravam e dava pra ouvir no final de cada musica um “eu amo voces” de uma fa mais exaltada.

Mas nao adianta. Eu ja tinha sido abduzida pelo som cru do Crocodiles. Eles eu via por uma hora e meia. A sensaçao era justamente de sair de uma California quente direto prum fog londrino. Dava ate pra sentir um friozinho. Eles foram bom, mas acho que os ingleses e que deveriam abrir pros americanos. Numa boa. No final, na frente do clube deu pra ouvir uma mulher falando pro guitarrista dos Crocodiles: nunca tinha ouvido falar de voces. O som e demais.

E pra mim o bom e isso. Quando saio pensando em alguma coisa, e me deparo com outra ainda melhor. Uma noite assim, Jesus and Mary Chain.

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