quase todos os dias por la e via sempre ele. Branquinho, olhos meios puxados e o que me intrigava era sua cara de lobo. Nao sei se porque ele sempre tava numa posiçao de alerta, com a boca aberta. Todo dia que pegava carona com alguem e passava pelo campo da Harvard eu pensava nesse cachorro. Ate comentei isso um dia com meu primo. Achava que era coincidencia: toda vez que eu passava, ele estava por ali. Um dia comentei com minha mae. E ela: Francine, e uma estatua. E eu: ai mae, que mane estatua. Ate que um dia passei por ali num dia de chuva. O campo cheio de gansos, eu pensei, ai meu Deus, se ele estiver por ali vai ser a festa. E ele estava. Parado. No mesmo lugar. Na mesma posiçao de ataque. Sim. Era uma estatua.

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